Primeira página  |   Publicite connosco  |   Favoritos  |   Classificados  |   Troféus Milho Rei  |   Login  | Registo Terça-feira, 07 de Setembro de 2010
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O BP foi à rua acompanhar os festejos
Santos Populares

O BP esteve nos festejos dos santos populares, nas freguesias de Alvito, Bastuço, Barcelinhos, Chavão, Galegos Sta. Maria, Milhazes, Silveiros, Vila Boa e Vila Cova.

Alvito S. Pedro

Por antecipação, ou talvez para não se atrasarem como os que comemoraram o S. João, os de Alvito S. Pedro, na noite de sábado passado, já estavam a comer sardinhas à pala da Junta, como os de Bastuço S. João, para prestarem homenagem ao Santo que guarda as chaves do Paraíso – não confundir com a casa de comes e bebes - numa clara manifestação de que a recente medida do município em aumentar as verbas do Fundo de Financiamento das Freguesias já teve um efeito positivo: o de dar de comer a quem tem fome. Não sabemos, e também não perguntámos, se os socialistas de Alvito também mataram a sede a alguns dos seus eleitores. Mas que andavam por lá alguns mais rosados do que o normal, isso é um facto. As criancinhas e as mulheres – para sermos justos – é que não se deixaram levar para essas andanças e preferiram animar o pessoal à volta do polivalente que serve de antecâmara à sede de Junta, com as Marchas de S. Pedro e a música ao vivo. Tudo prata da casa. Ou melhor, quase tudo. Também por lá encontrámos, em boa hora, o assessor jurídico do vice-presidente da Câmara, porque, talvez por isso, o presidente da Junta sentiu-se na obrigação de nos pagar um café. E é destas promiscuidades que vai vivendo o jornalismo em Barcelos. Depois não podemos dizer mal de ninguém. Mas enfim, o que terá ficado para a história teriam sido "Os Amigos de Sobreposta". Infelizmente, não os vimos, porque nessa altura já deveríamos estar a chegar a Vila Cova.

Bastuço S. João

Com a miríade de festas aos Santos Populares no concelho, vimo-nos e desejámo-nos para percorrer sinuosos caminhos em tão mau estado que, por vezes, até dávamos saltos dentro do Smart. Não é nada de novo, as Águas de Barcelos esburacaram a torto e a direito e muitas das vias municipais mais parecem um crivo de regador amassado pelo mau uso e já sem préstimo. Bom! Mas não foi para isso que começámos a escrever este pequeno resumo cronológico dos sítios por onde passámos. Começámos quase na raia do concelho, em Bastuço S. João, na noite de sexta-feira, mas sendo a freguesia pequena e o dia pouco propício para grandes folias, Victor Rodrigues, que terá vindo de Braga para aquecer o corpo – principalmente das raparigas, mais dadas a um pé de dança – não teve grande sucesso. Não sabemos se por falta de jeito ou por má vontade das dezenas de pessoas que se reuniram em volta da igreja, a verdade é que – disseram-nos alguns populares – no dia seguinte, sábado, "Johny Abreu" e o fogo-de-artifício poderiam chamar mais povo. Infelizmente não pudemos ver isso, nem as concertinas dos "Velhos Amigos de Braga", que estavam previstas para domingo, porque, por essa altura já andávamos por outras bandas.

Barcelinhos

O S. João em Barcelinhos já conheceu momentos de glória mais elevados. Considerada, durante muitos anos como a segunda festa do concelho, deixou-se ultrapassar pela Feira da Isabelinha, mas continua a ser a festa dos Santos Populares mais importante do concelho.

Não só pela enorme massa de gente que atrai, mas sobretudo pela animação e o colorido das suas marchas, da Banda Plástica – que é ela própria uma criação da festa dos barcelinenses – da cascata movida a água e do bairrismo que, apesar de já ter conhecido melhores dias, ainda é uma marca identitária das gentes da margem sul do Cávado.

A rivalidade com os seus vizinhos do norte – impropriamente separados pelo conceito de citadinos, porque também Barcelinhos é freguesia urbana – não se manifesta, por isso, só nos bombeiros. Já no passado isso se verificava nas competições náuticas. E, recorde-se, foram os de Barcelinhos que acabaram com o fogo do rio a pagar – como era prática há umas dezenas de anos na cidade. Não vimos a Quina – se é que ela veio – e tivemos pena.

Afinal, a rapariga, na nossa modesta opinião, é muito melhor do que o seu homónimo no masculino e deve ter iluminado muitos mais olhos do que o fogo-de-artifício que estava marcado para o fim-de-festa, no domingo. Também não vimos a Banda Plástica, mas lá encontrámos o maestro no meio do povo a apreciar as acrobacias das raparigas da Fonte de Baixo.

O Eduardo, esse, bem que levantava a bandeira nacional. Não valeu de nada, sabemos agora. Os espanhóis – que devem ser parteiros – marcaram-nos um golo e deram cabo do ego do Ronaldo. Mas do mal o menos. Em Barcelinhos, se não se cumprir a tradição dos últimos anos, ainda poderemos apreciar, no futuro próximo, mais uns acordes do Ramião, no trompete. O Ronaldo e os gajos da bola, na melhor das hipóteses, só daqui a quatro anos é que vão fazer o gosto ao pé. J.S.

Chavão

Ao contrário de há já vários anos, S. João não foi esquecido e Chavão esteve em festa, em sua honra. Durante o fim-de-semana passado, o pagão e o religioso conviveram em perfeita harmonia. O arraial teve início com as marchas populares, organizadas pelo agrupamento das escolas da freguesia e protagonizadas pelos mais pequenos. Os "cabeçudos" visitaram os flavianos, no sábado, e chamaram-nos para a dança que se prolongou até de madrugada, com pequenos momentos de distracção com as sardinhas que se bamboleavam nas brasas e no pão. A missa foi celebrada, no Domingo, em honra do padroeiro, realizando-se de seguida uma procissão. Fica a promessa da repetição da celebração para os anos vindouros, recuperando-se assim uma tradição outrora perdida. R. P. F.

Galegos Santa Maria

Em Galegos Santa Maria, S. João também foi agraciado. No sábado à noite, as marchas populares, que há muito ensaiavam, saíram finalmente à rua. A freguesia encheu-se de cor, alegria e emoção. Para isso contribuíram mais de 50 pessoas de oito lugares: Penelas, Casal do Monte, Devesa, Eirôgo, Trás da Fonte, Vessadas, S. João e Fraião. Mostraram, vaidosamente, as suas músicas, coreografias e trajes. Afinal, tudo foi feito em segredo. Para ajudar nas despesas, cada marcha recebeu 200€ da Comissão de Festas e 100€ da Junta de Freguesia. "Este evento acarreta sempre algum dispêndio e por isso ajudamos", assinalou um dos cinco elementos da Comissão de Festas, João Macedo. Novidade deste ano foi a esplêndida cascata que o grupo de Jovens construiu ao pé da capela de S. João. Para o ano é para continuar. E.M.

Milhazes

Regressados à Nacional, e com a suspensão do Smart a dar ares de satisfação, atravessámos o Cávado e fomos na maior até à Fervença. Depois é que foram elas. Buracos na estrada não havia – é verdade – mas aquele paralelo tão tortinho… valha-nos Sto. António que já passou. Dali, das imediações do Campo de Tiro, onde alguns amigos mostram que para eles o racismo acabou e dedicam-se agora a atirar com pólvora preta, até à meia encosta da serra da Franqueira onde decorria a festa, andámos meio perdidos até que uma alma caridosa se prestou a substituir o GPS, instrumento que, nestas ocasiões, é tão bom para nos levar a qualquer sítio como aquele sujeito que olha para os dois lados e só vê um. Deixemo-nos, porém, de políticas e passemos à festa propriamente dita. A Orquestra Vistema bem que nos enganou com o cartaz promocional porque em ali chegando, o que eram rachas à altura total da perna e faixas de Gaza entre aquelas coisas que não podemos aqui reproduzir, foi substituído por duas raparigas, por sinal bem bonitas, mas vestidas à boa maneira dos ranchos folclóricos. A Orquestra não foi penalizada por isso – embora devesse sê-lo – porque o povo nestas coisas gosta é que lhe dêm música. E se à mistura há "sardinha, broa e uma boa pinga à borla", tanto melhor. Que o digam alguns amigos que ali encontrei.

Mas vamos ao resto. O recinto, em plano inclinado, não favorecia muito os bons dançarinos. Foi bem escolhido. Muitos dos que, com menos atributos na arte da dança, davam à perna – e algumas até à anca – conseguiram equilibrar o despique. Que nestas coisas, como se sabe, é sempre mais vaidade do que motivo de prémio. Saímos a bem, e se fomos ajudados na subida, lá cumprimos a nossa obrigação de bons samaritanos na descida. Apanhámos uns familiares no caminho e lá os trouxemos até Medros, altura em que o Smart, com aquela irreverência dos mais pequenos se soltou à margem da lei em direcção a Silveiros.

Silveiros

A estrada, apesar das malfeitorias da água e do saneamento, não incomodou por aí além e estacionámos junto à igreja de Silveiros, no lugar deixado vago por um ciclista de ocasião. Ao longe já nos tínhamos apercebido que ao coisa não estava para brincadeiras. E não estava mesmo. O pessoal da freguesia entusiasmou-se e sem Vinho Campelo a ajudar – havia por lá uma espécie de quiosque com Super Bock e água sem gás – entrou em tal estado de frenesim que a dançaria quase chegava à estrada que outrora foi nacional, mas agora – coitada – está perfeitamente desclassificada. Não se faz. Até porque é bonita e desemboca entre Góios e Pedra Furada com a Franqueira a ameaçar cair-lhe em cima. Deixemo-nos, contudo, de divagações e passemos à festarola. O músico já o conhecíamos do dia anterior. Esteve em Bastuço. Era o inevitável Victor Rodrigues. Não lhe vimos companhia feminina, mas isso não quer dizer nada. A determinada altura o rapaz – é novo sim senhora – veio para o meio do povo com aqueles microfones mágicos que trabalham a mais de três quilómetros da base e foi-se metendo pelo meio do mulherio. Entretanto, a noite apesar de quente, já dava sinais de orvalhada de S. João e começou a humedecer a garganta. Prejuízo para o pessoal da Comissão de Festas que facturou menos uns cobres para as despesas. Lucro para o fogueteiro. Porque agora, mesmo sem canas para apanhar e com poucas bombas a rebentar – ainda não chegámos à Terra Prometida – algum calorzinho haveria de sobrar. Nem que fosse psicológico. J. S.

Vila Boa S. João

Foi na passada sexta-feira que, a freguesia de Vila Boa celebrou o seu santo padroeiro. São João foi motivo de muita festa, música, sardinhas na broa e bom vinho. Quim Barreiros foi a grande atracção do cartaz deste ano, a acompanhar a tradicional sardinhada, cantou os seus maiores sucessos e pôs, tanto vilaboenses como visitantes de outras freguesias, a dançar e a cantar os seus temas. A afluência foi tanta que quem quisesse comer uma sardinha tinha que ter paciência e esperar numa fila que levava ao desespero os mais esfomeados. Apesar de Quim Barreiros ser o tradicional festeiro, a noite de Sábado não ficou atrás na afluência ao Largo da Igreja que recebeu o cada vez mais conhecido Zé Amaro que, após o seu espectáculo ainda assistiu a uma enorme sessão de artifício. E mais uma vez cumpriu-se a tradição. P. F.

Vila Cova

Saindo da sinuosidade da estrada que nos leva a S. Julião de Freixo, viemos por ali abaixo e chegámos a Vila Cova quando Carlos Soutelo, muito bem acompanhado por todos os instrumentos que havia por ali à mão de semear, debitava já, no palco que sucedia à capela, alguma músicas pouco recomendáveis para tão santo lugar. Uma falta de respeito para os homens da Comissão de Festas que, à cautela, fizeram alinhar ao ar livre os andores e os Santos que dariam cabo das omoplatas dos mais frágeis no dia seguinte. O músico não deve ter dado por ela – digo eu! – e pô-las a elas em trajes que à primeira vista até parecia que se tinham evaporado na noite cálida de sábado. Pelos vistos, a coisa parece ter ficado por ali porque o sacerdote de serviço às cerimónias religiosas não se deverá ter querido profanar. Mas o povo, esse, não se fez de rogado. Lá foi dançando. Uma vezes mais animado, outros com alguma timidez, mas ainda assim mais composto do que as raparigas em palco. Bem. Andava por lá uma rapariga que também podia subir as escadas e juntar-se ao artista. O pai, ou quem sabe o namorado, é que talvez não achassem graça. No fundo tudo correu bem. Não estava muito povo – é certo – mas também o que é que se havia de fazer. Daqui a poucas semanas a freguesia comemora mais uma festa e com a crise que há só o facto de se arranjar dinheiro para a aparelhagem sonora já é motivo para elogiarmos os carolas da Comissão de Festas que proporcionaram uma noite agradável às gentes da sua terra. J.S.

Autor: J.S./R.F./E.M./P.F.
Sexta-feira, 02 de Julho de 2010 - 10:51:44

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