O Gil Vicente estava impedido, a par de outros clubes, de inscrever jogadores por dívidas ao Fisco. António Fiúza comunicou aos associados que se reuniram ao princípio da noite de quinta-feira, em assembleia geral para análise e votação do Orçamento de receitas e despesas elaborado pela direcção para a época 2010/2011, que foi necessário recorrer à Banca, para, em forma de empréstimo, conseguir os 60 mil euros necessários para a regularização dos débitos para com o Estado. A missiva transmitida aos associados será: “poupar, poupar, poupar!”. Nessa assembleia-geral, o presidente afirmou ainda que devido ao corte de relações com o Belenenses, derivado ao Caso Mateus que remonta à época 2006/07, englobando também o Leixões, que considerou de “persona non grata” em Barcelos, estaria na disponibilidade de sair de porta-voz da Liga de Honra. Outro argumento levantado por Fiúza é o de que mediante a sua situação naquele organismo da Liga, viria a ter que privar com os dirigentes desses emblemas, o que, frisou, não quer ter de fazer de maneira alguma. Sobre as dificuldades financeiras, António Fiúza assegura que este é um mal por que passam todos os clubes. “Cedemos o Diego Gaúcho (União de Leiria) e o Leonel Olímpio (Paços de Ferreira), mas, parte do dinheiro ainda não chegou aos cofres do Gil Vicente. Ainda sobre os passes dos jogadores, Fiúza deu a conhecer aos associados, os contratos celebrados com o Santo André, de S. Paulo, com os sete jogadores recentemente englobados no grupo de trabalho de Paulo Alves: “O Santo André é um clube amigo. O Gil Vicente apenas garante estadia, refeição e 500 euros/mês para cada jogador. O restante é pago pelo Santo André. As contrapartidas para o Gil Vicente passam pela garantia de parte do passe caso os jogadores venham a exibir-se a contento na Liga de Honra. Em termos de plantel, o dirigente quer garantir a aquisição de um trinco e de um central experiente. Entretanto, em termos de associados pagantes, estes não chegam aos 2.000, quando o clube ainda há bem pouco tempo tinha 5.000. A solução encontrada por Fiúza foi baixar o preço das cadeiras, oferecer lugar nas cadeiras da bancada do lado Nascente aos sócios que pagam 5 euros/mês e criar o Cartão do Adepto, que custa anualmente 5 euros e que permite que crianças a partir dos três anos e jovens até aos 16 tenham acesso aos 15 jogos da Liga de Honra. “O futebol está barato. Está a preço de saldo”, terminou.
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