A Câmara Municipal de Barcelos vai inaugurar oficialmente o Teatro Gil Vicente no dia 27 de Março, confirmou o gabinete da presidência ao Barcelos Popular. Mas até lá a autarquia promete
que "o espaço que ora se encontra requalificado, está previsto ser aberto ao público brevemente para visitas, nas quais os cidadãos poderão recordar ou conhecer a história do edifício e a retrospectiva do processo recente de reestruturação".
Para cumprir este objectivo, a autarquia garante promover ainda um conjunto de tertúlias até à inauguração oficial, com "o objectivo de dar a conhecer as expectativas dos cidadãos sobre a programação do Teatro Gil Vicente", uma novidade há muito ansiada pelos barcelenses que desde 2001 esperam pela recuperação daquela que foi a sua Casa da Cultura durante décadas do século passado e por onde passaram as mais diversas gerações de grupos e associações culturais.
O Gil Vicente que em Março abrirá não é o que muitos dos barcelenses conheceram, mas uma obra de arquitectura moderna, já que a opção do anterior executivo municipal foi destruir todo o interior e fazer um novo espaço. Na altura, diversos arquitectos foram muito críticos relativamente a esta opção. Filipe Oliveira Dias, o arquitecto que recuperou o Teatro Nacional de Cuba, dizia ao PÚBLICO que essa destruição "era um atentado ao património, um crime contra um imóvel que era um exemplar do final do século XIX".
Mas o Gil Vicente ainda passou por outras polémicas. A primeira foi a sua compra. Em 1995, a sociedade proprietária vendeu o imóvel a um empreiteiro de Braga por 60 mil contos. Cinco anos depois, Fernando Reis adquiriu-o a esse mesmo empreiteiro por 150 mil contos.