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Lançamento do livro de Augusto Leitão
A inquietude de um poeta

O multifacetado Augusto Leitão apresentou o seu primeiro livro de poesia, editado pela Milho-Rei.

O multifacetado Augusto Leitão apresentou, na última sexta-feira, o seu primeiro livro de poesia. O auditório da Biblioteca Municipal encheu-se de amigos e admiradores para assistir a mais uma manifestação artística do advogado barcelense. Caminhos de Pedra foi o título escolhido para esta compilação poética que, segundo o autor, reflecte os caminhos da vida de cada um numa inquietante busca da verdade e da paz. O professor e escritor José Campinho encarregou-se da dissertação analítica das componentes temático-estilísticas desta obra. José Campinho também escreveu a nota prévia, em jeito de prefácio, deste livro, onde caracteriza a escrita de um livro de poemas como um acto de coragem de quem o escreve e, por extensão, de quem o lê. A apresentação desta obra, editada pela Cooperativa Milho-Rei, contou também com a presença da vereadora da cultura, Armandina Saleiro e do director do Barcelos Popular, José Santos que elogiaram o trabalho efectuado por este advogado na divulgação cultural das suas vivências nas formas musical e literária. É de referir o trabalho que Augusto Leitão tem efectuado na investigação e recolha de músicas medievais de carácter popular e religioso tendo, inclusivamente, editado um CD sob o pseudónimo de Augusto Madrugada em finais de 2006. Já na literatura, Augusto Leitão escreve as metáforas da vida, desdobrando-se inquietamente sobre o homem e a sociedade, sobre o amor e a fé, sobre a incerteza das certezas, num trémulo futuro que ironicamente nos revela. Trata-se, em grande parte, de uma reflexão moral sobre os valores humanos numa inconstância de vontades e de saberes reflectindo uma sociedade que teima em não compreender a essência humana. Entre gritos, dissabores, vontades e incertezas, Augusto Leitão expõe neste livro todo o sentido da escrita poética na procura incessante da liberdade da alma. "Reze por mim quem puder,/ que ando perdido na estrada,/ julgava tudo saber,/ e afinal não sei nada".

Autor: Duarte Monteiro
Quinta-feira, 26 de Novembro de 2009 - 11:17:43

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