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Construída ilegalmente há 10 anos
Moradores insistem na antena fora do bairro

Os residentes do lugar do Casal do Monte, em Galegos Sta. Maria, dizem estar a insistir na Junta, na Câmara e na TMN para a antena do operador móvel no centro do bairro ser deslocalizada para uma área florestal isolada a menos de 2 km de distância.
Isto por uma questão de saúde pública, evitando-se possíveis efeitos de radiações. O poste está ilegal há dez anos; a Câmara exigiu o seu licenciamento e afastamento de pelo menos 4,5 metros da rua, estando a decorrer obras para ficar metros abaixo.
Porém, a medida não agrada à maioria dos moradores. “Ficará a seis metros do quarto das minhas crianças, uma delas é portadora de deficiência”, disse Elisa Pereira. Querem voltar a parar os trabalhos e propõem bouças opcionais a caminho do monte do Facho: duas gratuitas e outra “a 150 euros/mês, metade do cobrado no lugar actual”.

A autarquia intermediou recentemente a eventual retirada do equipamento do bairro e a TMN mostrou-se “totalmente disponível”, desde que a mudança não trouxesse custos operacionais e de instalação. Um dono propôs uma bouça a 1 km. A operadora testou e aprovou a viabilidade, mas recuou quando se exigiu renda, ainda que baixa, e findou a negociação a 4 de Junho.

O BP contactou a Câmara e a TMN, mas até ontem não obteve resposta sobre a hipótese de uma eventual renegociação. Os habitantes continuam a queixar-se que a antena está “em cima” das casas e traz efeitos para a saúde e bens, desde problemas oncológicos, atracção de trovoadas, elevadas radiações, electrodomésticos avariados, poluição visual, prejuízos financeiros e desassossego nocturno. Tal foi referido em abaixo-assinados em 2002 e 2008, o último com 62 assinaturas e remetido à Câmara, Junta, Delegação de Saúde e Quercus.

“Há dois anos uma trovoada queimou-me tudo o que é eléctrico em casa. Escrevi-lhes e responderam que não se responsabilizavam, eram ‘danos naturais’”, referiu Marina Silva. “A gente tem tido mais dores de cabeça e costas. Quando houve um ciclone tive medo e fugi de casa com o marido, não fosse aquilo cair-nos em cima”, disse Aurora Martins. “Ou nos impomos ou sofreremos consequências para sempre. As novas propostas são boas, a TMN e a Câmara só não aceitarão por razões políticas”, declarou Isabel Martins, que admite pedir apoio ao Governo Civil de Braga.
Autor: Nuno Passos
Quinta-feira, 16 de Julho de 2009 - 10:34:14

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