Primeira página  |   Publicite connosco  |   Favoritos  |   Classificados  |   Troféus Milho Rei  |   Login  | Registo Sábado, 31 de Julho de 2010
Actualidade Política Concelho Cultura Desporto Entrevista Participe Nós
 

José Ilídio Torres
A escrita que veio da internet

José Ilídio Torres tem 25 anos de escrita e apresenta o seu primeiro livro no próximo dia 15, na Biblioteca Municipal.

José Ilídio Torres tem 25 anos de escrita. Reinventa a poesia desde os 15 anos de idade, momento em que teve primeira aventura literária, na revista “Amanhecer”.  Aos 40 anos, o professor nascido em Barcelos e a viver em Guimarães, lança, no próximo dia 15, à noite, na Biblioteca Municipal, o seu primeiro livro: “A tristeza matou os peixes que nadavam nos teus olhos”.
A obra é um conjunto de poemas, que escreveu desde muito novo, mas que ganhou corpo e alma quando, muito recentemente, se tornou um cibernauta indefectível. Desde então, deu a conhecer aos leitores dos mais diversos sites e blogs o que lhe ia na alma. A receptividade foi enorme e os elogios foram o incentivo que o aventuraram a sair do mundo do on-line e a decidir pôr tudo em papel.
O Barcelos Popular foi à procura do seu percurso.

Que livro é este?
É um livro que faz uma viagem ao passado de alguma poesia. Estão lá os meus primeiros escritos, as minhas primeira incursões no mundo das letras. Entendi que é uma forma de fechar um ciclo e abrir portas para o futuro.
É uma escrita recente, não tem mais do que 6 meses, e surge por causa da Internet. Comecei nos blogs, numa partilha de textos em sites da especialidade. Coloquei textos antigos, a receptividade foi boa e, a partir daí, estou novamente a escrever.

Em que tipo de escrita enquadras esta obra?
É como os álbuns de música.
Há sempre uma música que dá o título à obra. Aqui é um poema que dá o nome ao livro, mas nem todos os textos tristes se revestem de uma possível tristeza.
É uma escrita que consideraria no limite. Os temas têm a ver com as situações extremadas da nossa sociedade, como  as relações entre as pessoas, a relação cibernética que liga as pessoas mesmo que não se conheçam. É uma obra que nasce de uma experiência profunda desta nova forma de escrita e de relacionamento.

Barcelos está de alguma forma no livro?
Barcelos está lá, porque  está presente na minha vida e é parte integrante de mim. É aqui que tenho as minhas raízes. Há poemas cujas referências têm a ver com as minhas vivências na cidade, mas não é um livro sobre Barcelos.
Barcelos perpassa no livro como outros lugares em que tenho andando, que são muitos. A vida de professor tem-me levado a vários lugares.

Tem algum pendor autobiográfico? Como te descobres no livro?
 Há algo de autobiográfico, porque, como primeiro  livro, é uma obra de apresentação. Sou eu que lá estou. Quem me conhece, diz isso, descobrem-se pessoas com quem vivi e partilhei emoções em momentos importantes. Alguns personagens têm mesmo nome da vida real.

Estás a preparar um segundo livro. O que é?
É um livro de contos, a poesia ficou um pouco de parte.

É uma forma de experimentar outro género literário ou é algo diferente?
É o caminho normal destas coisas da escrita. Sempre escrevi poesia, mas também muitas vezes me descobri em textos dispersos. Nunca fiz nada muito complexo. Mas sempre dediquei algo de mim à prosa. Libertei-me da angústia  que está sempre presente na poesia, da  palavra sincopada, de múltiplos sentidos e, de repente, essa mesma angústia que me acompanhou durante muitos anos,  transformou-se em algo mais simples.

O que vai contar este segundo livro?
São dois contos. Ao contrário do primeiro, é uma literatura mais adulta,  mais madura. São contos numa linha fantástica com um final sempre imprevisível que resgata o meu conhecimento dos autores sul-americanos.

Quando sai o livro?
 Antes do Natal está cá fora. O primeiro é uma edição da Corpos Editora, de Vila Nova de Gaia. Desta vez, não será a mesma editora, mas decidi aventurar-me numa edição de autor.

O que achas do que as novas gerações escrevem em Barcelos?
Mantive sempre uma relação próxima com Barcelos.
Descobri recentemente que há muitos jovens a escrever. Fiquei muito surpreso na última Feira do Livro, principalmente com a obra de Flávio Lopes, um jovem autor local. Já existe um conjunto de gente nova que está nesta aventura, sem medo, num tipo de escrita cuidada –  um fenómeno que apesar de ainda ser olhado com alguma desconfiança, indiferença ou menosprezo por alguns, terá e deverá ser apoiado.
É que a vida é uma contínua aposta na formação do indivíduo. Quem se julgar já na plenitude do saber seria melhor...!

Autor: Francisco Fonseca
Quinta-feira, 08 de Novembro de 2007 - 19:12:40

Notícias relacionadas
Comentar  |   Imprimir  |   Voltar...
COMENTÁRIOS
Esta notícia ainda não foi comentada.
Comentar  |   Imprimir  |   Voltar...
 
 
Termos de utilização  |  Política de privacidade  |  Contactos