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Vila Frescainha S. Martinho
Sóbria urbanidade

Vila Frescainha S. Martinho ainda consegue resisitir à pressão urbanística.

Demografia e localização
Território: 386 Ha
População Residente HM: 2219
População Residente H: 1059
População Residente M: 1160
População Presente HM: 2160
População Presente H: 1030
População Presente M: 1130
Famílias Clássicas Residentes: 647
Núcleos Familiares Residentes: 643
Alojamentos Familiares: 731
Alojamentos Familiares Clássicos: 729
Outros: 2
Edifícios: 542

Situada em planície e mesmo às portas da cidade, Vila Frescainha S. Martinho faz parte integrante da área urbana. É limitada, do lado nascente, por Barcelos, Vila Boa e Arcozelo; a poente, na parte montanhosa, por Creixomil; a norte confronta com Abade de Neiva e tem, a sul, o rio Cávado e a sua homónima S. Pedro como fronteira.
A freguesia é banhada pelo rio de Vila, também conhecido por ribeiro da Laje, que nasce em Abade de Neiva e desagua no Cávado. Ao longo do seu pequeno curso, o rio de Vila é atravessado por duas pontes: a ponte dos Caldeirões e a ponte de Casal de Nil.
A sua densa população distribui-se, desde 1997, por 62 ruas e travessas.

(Censos de 2001 – Instituto Nacional de Estatística)

A FAVOR
Vila Frescainha S. Martinho tem uma grande estima pela sua população idosa. Actualmente, existem 155 pessoas com mais de 65 anos, 123 das quais têm mais de 80 anos. Os “velhinhos”, como carinhosamente lhes chama o presidente da Junta, Américo Carvalho, “pela vida de luta e de trabalho que já tiveram, merecem ter alguns mimos”. Refere-se, por exemplo, ao passeio anual para os idosos que a autarquia promove desde há três anos.

CONTRA
A falta de educação cívica e de asseio (de alguns) com o despejo dos lixos domésticos. Quem o diz é Américo Carvalho que não compreende “porque é que algumas pessoas continuam a colocar os sacos de lixo fora dos contentores”, um cenário que considera “lamentável e desrespeitoso” para com os outros e para com a Natureza. E não será por falta de contentores, pois – frisa – “em toda a freguesia existem para aí uns quarenta”. E isso acontece “mesmo quando nem sequer estão cheios”. O autarca aproveita a oportunidade para pedir “mais civismo e mais higiene” à sua população para que Vila Frescainha S. Martinho seja uma terra “limpa e amiga do Ambiente”.

HISTÓRIA
Vila Frescainha, orago S. Martinho, foi uma vigararia da apresentação do Prior da Colegiada de Barcelos. Originariamente, contudo, a freguesia pertenceu ao padroado real, passando para o domínio da Casa de Bragança no século XIV.
Vila Frescainha S. Martinho terá constituído juntamente com a sua “irmã” S. Pedro, uma só freguesia, a qual aparece designada, nas Inquirições de 1220, como “De Sancto Martino de Villa Fiscaia”, de Terras do Neiva. O termo dever-se-á ao facto de ter sido ocupada por funcionários do fisco. Já em 1258, as Inquirições de D. Afonso III dão conta da existência de duas povoações distintas, só que ainda não é referenciada a freguesia de S. Pedro mas antes a de S. Simão, cujas denominações aparecem como “Parrochia Sancti Martini et Sancti Simionis de Villa Frescaina”. Já no século XIV, num documento datado de 1320, há a referência às três freguesias, sendo que a de S. Simão viria a extinguir-se mais tarde.
Pertencente à Casa de Bragança a partir desse século, Vila Frescainha S. Martinho passou a integrar a Colegiada de Barcelos, criada pelo Duque D. Fernando, 9º Conde de Barcelos, até 1834, na mesma altura em que a antiga igreja paroquial foi demolida.
De referir que o Museu Arqueológico de Barcelos acolhe uma Cruz de Malta gravada em pedra, do século XVI, proveniente desta freguesia.

PATRIMÓNIO
Rica em património, Vila Frescainha é detentora de várias casas senhoriais, noutros tempos símbolos de poder e soberania e, agora, simplesmente marcas da história. A casa do Benfeito é brasonada e é puro exemplo do estilo de D. João V. Também brasonadas são as casas do Barral – que está a ser recuperada – e a de Casal de Nil (agora do Quintas). Realce também para as casas do Carregal, do Queimado, de Vila Meã e a de Faria Lopato, lamentavelmente em estado avançado de degradação.
A actual igreja da freguesia está ligeiramente deslocada relativamente ao local onde esteve a sua antecessora, demolida no século XIX. O antigo edifício erguia-se no mesmo local onde está agora o cruzeiro paroquial, que na sua base não tem inscrita nem data nem qualquer outra inscrição. Situada numa pequena colina, a nova igreja foi construída na década de sessenta do século passado, satisfazendo plenamente as necessidades da população. A residência paroquial é mais recente e fica na rua que segue para o templo. Já o cemitério da freguesia situa-se mesmo ao lado do adro e o seu portão ostenta a data de 1891.
Do património religioso, há ainda a registar as seguintes capelas, pertença de particulares: a Capela da Senhora da Oliveira e a Capela de Santa Ana, junto à casa do Benfeito. Vila Frescainha S. Martinho não tem nenhuma capela pública. De resto, são dois os nichos de alminhas que recebem o nome dos antigos lugares onde se encontram: as Alminhas do Casal de Nil e as Alminhas do Carregal.

POLÍTICA
Desde sempre nas mãos do Partido Socialista, a Junta de Freguesia de Vila Frescainha S. Martinho está agora entregue a Américo da Silva Carvalho que, nas últimas autárquicas, voltou a vencer com maioria absoluta.
Quando se candidatou pela primeira vez, em 2001, aquilo que pretendia era “continuar com o trabalho iniciado por António Gomes”, que esteve no poder durante 27 anos, desde o 25 de Abril. De 2001 a 2005, Américo Carvalho apostou fortemente no melhoramento da rede viária e na acção social.
Agora, neste segundo mandato, são poucas as carências a resolver ao primeiro nível: “falta pavimentar uma parte da rua dos Caldeirões e da rua da Peneda e ainda a rua do Barral que vai dar ao campo de futebol”.
Quanto às redes públicas de água e de saneamento básico, Vila Frescainha S. Martinho já foi praticamente toda contemplada. “Estamos a 99% nesses aspectos, só há sete famílias que ainda não estão abrangidas por ser muito complicado, geograficamente falando”, justifica.
Em termos de iluminação, a freguesia também parece estar bem servida, já que “só há uma situação ou outra para resolver”.
Mas o maior mal de que padece a freguesia é a sobrelotação do cemitério paroquial. A construção de um novo cemitério é uma premência, pelo que o autarca socialista elogia o empenho de Fernando Reis nesse sentido: “o presidente da Câmara Municipal compreendeu a situação a partir do momento em que lhe foi exposta e daqui a seis meses, mais ou menos, S. Martinho terá um novo cemitério”.
Outra ideia que gostaria de ver concretizada, nos próximos anos, era a construção de um ringue e de um parque infantil “num terreno de 12000 m2 junto ao matadouro”.
Já numa perspectiva mais arrojada – um “sonho” como lhe chama, Américo Carvalho – gostava que no edifício da antiga escola, que está a sofrer obras de restauro, passasse a funcionar a sede da Junta, uma vez que a actual “não tem as condições de trabalho necessárias”.

EQUIPAMENTOS SOCIAIS E ASSOCIAÇÕES
Pode-se considerar que a freguesia não padece de grandes carências no que diz respeito às infra-estruturas. O edifício da sede da Junta de Freguesia foi inaugurado em 1989, local onde também funciona a casa mortuária. Em terreno contíguo foi construída, há quinze anos, a sede da Associação Desportiva e Recreativa “Juventude de Vila Frescainha S. Martinho”, criada em 1972 mas só “oficializada” em 1986.
Com uma densidade demográfica considerável, a freguesia dispõe de duas escolas primárias: uma na rua do Aldão e outra no Bairro da Misericórdia, que no ano passado passou a denominar-se Escola António Fogaça, o poeta dos “Versos da Mocidade”, nascido nesta terra a 11 de Maio de 1863.
Ambas têm jardim-de-infância e a última dispõe também de uma valência para portadores de deficiência.
Para a prática desportiva, a freguesia conta com um campo de futebol, construído há apenas três anos. É neste espaço que joga o “Juventude de S. Martinho” que, na próxima temporada, disputará a 1ª Divisão do Campeonato Popular de Barcelos. A colectividade chegou a ter uma breve passagem pelo atletismo e pelo futebol de cinco mas, ultimamente, tem como principal modalidade o futebol de onze. Extintos estão os “Leões de S. Martinho Futebol Clube”.
Em termos de actividade associativa há a destacar também o Centro Columbófilo de S. Martinho, fundado em 1976, e que, actualmente, movimenta centenas de pessoas; e o Grupo Coral da freguesia, criado em 1969, que se dedica ao canto litúrgico.
Com o estatuto oficial desde 1981, o GASC (Grupo de Acção Social Católica) faz parte da Comunidade da Igreja de Santo António e tem sede instalada em Vila Frescainha S. Martinho, no antigo matadouro municipal. Esta instituição presta apoio diário a toxicodependentes e pessoas carenciadas através das suas valências de refeitório e lavandaria.
De resto, especial destaque para o facto de em Vila Frescainha S. Martinho estarem a ser construídas, de raiz, as futuras instalações do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA).

ECONOMIA
Outrora conhecida pelas já extintas minas de volfrâmio, a freguesia tem agora como principais actividades económicas a indústria (sobretudo têxtil) e o comércio. Em S. Martinho estão sedeadas várias empresas do sector do vestuário – de peso económico considerável – que empregam um grande número de operários oriundos dos quatro cantos do concelho. Por outro lado, a agricultura é uma fonte de rendimento pouco expressiva na freguesia, em muito devido à localização limítrofe com a cidade.

FESTIVIDADES
Todos os anos, no dia 11 de Novembro, a freguesia festeja o padroeiro S. Martinho, o soldado romano que, num dia tempestuoso, encontrou um pobre mendigo roto e cheio de frio, a quem deu metade da sua capa de militar. Após o acto bondoso de Martinho, a chuva e o vento deram lugar a alguns dias de sol e calor, o que popularmente ainda hoje se costuma chamar “Verão de S. Martinho”.

Autor: Filipa Oliveira
Sexta-feira, 28 de Julho de 2006 - 14:47:09

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COMENTÁRIOS
De: americo carvalho em Segunda-feira, 30 de Dezembro de 2013 às 14:47:09

concretizei muitas obras que nem o diabo as pensaria fazer no entanto eu e a minha equipa fizemos coisas que deve meter inveja a muitos ditos bons presidentes.
Cortamos e alargamos kms de caminhos, fizemos o Cemiterio novo, arranjamos o logradouro da EB1 do aldão, e abrimos um parque automovel para toddo o pessoal da escola, metemos um piso novo no campo de futebol, uma biblioteca, alteramos a casa mortuaria, criamos toponimia nova e sinalizamos todas as arterias, inauguramos o brasao e o dia da freguesia.
tinhamos cerca de 40 carenciados a receber ajuda em diversas circunstancias, desde a alimentação, remedios alugueres agua e luz. Esta equipa tenho a certeza que vai ser desejada dentro de pouco tempo, devido à morte da freguesia.
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