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Barcelos, Martim, Alvelos e Cambeses
Marchas de Santo António

A tradição das marchas populares de Santo António ainda continua em várias freguesias do concelho.

CIDADE  Desfile contou com sete grupos
Marchas de Santo António coloriram Avenida
Em véspera de Santo António, as marchas populares voltaram a animar e a colorir as ruas da cidade. O desfile contou com a participação de sete marchas, que, de uma forma nobre e louvável, mostraram que a manifestação popular continua viva um pouco por todo o país e não apenas em Lisboa, terra natal de Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo, mais conhecido por Santo António.
Desfilaram o Centro de Catequese da Igreja de Santo António, o Grupo Folclórico de Santa Eugénia, Couto S. Tiago, o Grupo Folclórico Juvenil de Galegos Santa Maria, a Associação Desportiva e Recreativa de Gilmonde, Trás-da-Fonte, de Galegos Santa Maria, e, a finalizar, a marcha da Fonte de Baixo, de Vila Frescainha S. Martinho. Quem se deslocou a Barcelos para assistir à iniciativa gostou do que viu. Foi lindo ver marchantes de todas as faixas etárias a cantar e a dançar com todo o afinco.
As marchas de Santo António realizaram-se pelo segundo ano consecutivo, depois de um interregno de algum tempo. Segundo o que a organização disse ao Barcelos Popular, o convite foi endereçado a mais associações e colectividades, apareceram sete, um número que satisfaz e que não anda muito longe do habitual. Inicialmente previsto para a noite de quarta-feira, o desfile teve que ser transferido para a véspera de Santo António, sexta-feira, devido às condições atmosféricas adversas.
O programa das festas antoninas da cidade incluiu também espectáculos musicais, arraial popular, sardinhada, uma monumental cascata e ainda uma exposição, intitulada "Colecção de Santo António" e patente junto à igreja.



TRADIÇÃO  Festividades em honra de SAnto António
Martim em festa com as populares antoninas
Em Martim, terra de arreigadas tradições e de um bairrismo invulgar pelas redondezas, a grande festa da freguesia não se faz à padroeira Santa Maria, mas sim a Santo António, considerado pelos católicos como o santo casamenteiro. Martim orgulha-se da sua tradição e do seu santo e nem a tão falada crise económica justifica que se deixe de venerar com pompa e circunstância o tão querido santo popular. "Aqui, a população é muito unida, todos querem e gostam de colaborar, o importante é cumprir a tradição", disse a organização, em jeito de elogio.
As dificuldades financeiras não chegam às festas antoninas de Martim, que continuam a fazer-se como nos tempos áureos. Muita música, fogo-de-artíficio, folclore e cerimónias religiosas voltaram a estar em destaque no programa das festividades em honra de Santo António, que se realizaram entre quinta-feira e domingo.
Durante quatro dias, Martim revestiu-se de um colorido singular. Na quinta-feira à noite, o Largo de Santo António encheu para ouvir "Canário & Amigos". No dia seguinte, foi a vez da Orquestra Myllenium e da artista Jessica animar a noite. No sábado, o público voltou a surgir em força para assistir ao espectáculo musical de Jorge Ferreira, antecedido pelo grupo Xystema.
O dia de domingo foi praticamente todo dedicado às celebrações religiosas. De manhã realizou-se uma missa na capela de Santo António, cantada pelo grupo coral da freguesia; de tarde, a majestosa procissão incorporou vários andores, dezenas de figurados, a Banda de Música dos Escuteiros de Barroselas e ainda a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca. No aspecto religioso, a novidade deste ano foi a representação da vida de Santo António pelo Agrupamento de Escuteiros de Martim. Ao início da noite, o folclore tomou conta do largo, com actuações do grupo local e do Grupo Folclórico de Cabreiros, de Braga.
Como não poderia deixar de ser, todas as noites encerraram com uma sessão de fogo-de-artício. No sábado houve ainda fogo de jardim e no domingo uma sessão de fogo preso, para encerrar as festividades em beleza.



FESTA  Centenas de pessoas assisitiram ao desfile
Marchas de Santo António em Cambeses
Quatro grupos de marchas de Santo António desfilaram no sábado à noite junto ao apeadeiro de Cambeses, sendo vistas por centenas de pessoas, muitas delas vindas de outros concelhos. O sarau foi animado com petiscos e música. Os lucros reverteram para a construção da sede do agrupamento 468 dos Escuteiros, que promoveu o evento.






ALVELOS  Santo António em Lamaçaes
Muitos aplausos no regresso das marchas
As tradicionais marchas populares voltaram a sair à rua em Alvelos, em noite de Santo António, após três décadas de ausência. Um regresso em grande, que abrilhantou e coloriu as festas antoninas de Lamaçães, cuja primeira edição aconteceu em 1963. Com alguns interregnos pelo meio, a tradição ressurgiu em força em 2006; este ano, por sugestão de duas senhoras do lugar, a freguesia voltou a receber as marchas populares, uma iniciativa que já não se realizava ali desde 1978.
Entre o cheiro a sardinha assada, a manjerico e a alho-porro, a noite ganhou ainda mais cor e alegria com o desfile da marcha de Alvelos. A assistir estiveram centenas de pessoas, que no final do espectáculo brindaram os marchantes mais de 60 com fortes aplausos. Ecoavam ainda as palmas calorosas aos participantes, quando Augusto Canário, o tocador de concertina e cantador de desgarradas de Viana do Castelo, subiu ao palco, juntamente com a sua dezena de amigos. A festa em honra do santo casamenteiro prolongou-se pela noite dentro, em ambiente de arraial popular, onde não faltaram os cantares ao desafio, a sardinha assada, as fêveras, a broa, o vinho tinto e, claro está, os bailaricos.
No recinto da festa, havia ainda para ver e apreciar uma imponente cascata, uma tradição que desperta a saudade nuns e é novidade para outros, e ainda uma exposição alusiva ao Santo António, com dezenas de imagens do santo e com diversas fotografias das últimas marchas populares, realizadas no já longínquo ano de 1978. No dia da inauguração, sexta-feira, a mostra foi visitada por cerca de 150 crianças da freguesia, um aspecto que o organizador Amadeu Azevedo fez questão de realçar, bem como a adesão do público às festividades deste ano, que desde o regresso, há quatro anos, não recebia tantos visitantes.
Como curiosidade, de referir que esta festa popular realiza-se exclusivamente com recurso a patrocínios, sem qualquer apoio de outro género.

Autor: BP
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009 - 10:26:38

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